quinta-feira, 21 de março de 2013

"As árvores e os livros", Jorge Sousa Braga

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.


Braga, Jorge Sousa - Herbário. Lisboa: Assírio & Alvim, 2002.

quarta-feira, 20 de março de 2013

quinta-feira, 14 de março de 2013



Vem conhecer a tua biblioteca

Rumando pelos caminhos do  sucesso escolar, a Biblioteca dará continuidade às boas práticas.
Vê aqui a apresentação que te dá a conhecer como funciona a nossa biblioteca.

video
 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Agir para Igualdade de Géneros

Podes consultar a legislação:

http://europa.eu/legislation_summaries/employment_and_social_policy/equality_between_men_and_women/index_pt.htm

História do 8 de março
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve.

Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857.

 

Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

 Objetivo da Data

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

 

Marcos das Conquistas das Mulheres na História

 

- 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.

- 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

- 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

- 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

- 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

- 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas

- 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres

- 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

- 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças

- 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina

- 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

No dia 7 de março, recebemos na biblioteca da nossa escola o criminalista e escritor Francisco Moita Flores, autor de obras como “Polícias sem História”,” Ballet Rose”, “ Mataram o Sidónio!”, “Maresia do Mar e outras histórias para aprender”, ”A Opereta dos Vadios” entre outras.

Ao longo de quase hora e meia, Moita Flores conversou com os nossos alunos das turmas do 7ºC,8ºA,8ºB,8ºC e 9ºB, e com os “repórteres” do nosso jornal escolar-Treixo- respondendo a todas as suas questões de uma forma muito simpática. Por fim distribuiu autógrafos a todos os presentes.

Para conhecerem mais podem ir ao seu blog 
- Projetil -. 

BANDA DESENHADA

Tintin


Tintim (no original francês Tintin) é o protagonista da série de ficção de banda desenhada (português europeu) conhecida como As Aventuras de Tintim (Les aventures de Tintin), criada pelo cartonista belga Hergé em 10 de janeiro de 1929.

Banda desenhada

Astérix

SEMANA DO FRANCÊS


segunda-feira, 11 de março de 2013

Anne Frank faleceu a 12 março 1945

Hoje faz 68 anos da morte de Anne Frank, que acabou sendo um dos símbolos da atrocidade humana e uma das vítimas do Holocausto de Adolf Hitler.
Anne Frank e sua irmã Margot foram transferidas para o campo de concentração Bergen-Belsen, depois que um delator revelou o esconderijo delas as autoridades nazistas, onde morreram em março de 1945. Anne tinha apenas 15 anos. 
Anne Frank acabou sendo conhecida mundialmente depois que seus relatos viraram o livro O Diário de Anne Frank considerado um dos livros mais importantes do século XX.
São de Anne Frank as frases:
"Apesar de tudo eu ainda creio na bondade humana."
"Ao longo de todo o tempo em que aqui estive, ansiei inconscientemente - e por vezes conscientemente - por confiança, amor e afeição física. Este anseio pode variar em intensidade, mas está sempre presente."
"O melhor de tudo é o que penso e sinto, pelo menos posso escrever; senão, me asfixiaria completamente."

sexta-feira, 8 de março de 2013

Ser MULHER




"Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. 
Enquanto lia o livro, lia-me a mim o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu!" 

                                                                         (Inajá Martins de Almeida) 

quinta-feira, 7 de março de 2013

segunda-feira, 4 de março de 2013


Francisco Moita Flores

                                               na nossa escola

A Biblioteca tem o prazer de convidar toda a comunidade educativa para participar na sessão com o escritor e criminologista Moita Flores, a realizar no dia 7 de março, pelas 10 horas, na Escola Básica Integrada de Eixo.

Ao longo do mês de março, na biblioteca, estão à venda, algumas obras do escritor (que poderão ser autografadas).

Francisco Moita Flores tem o nome associado a uma vasta e prestigiada obra que se distribui pelo romance, televisão, cinema e teatro.

Alguns dos seus trabalhos estão inscritos na galeria da melhor ficção nacional. Ballet Rose, Raia dos Medos, O Processo dos Távora, A Ferreirinha, A Fúria das Vinhas, Não Há Lugar Para Divorciadas, Polícias sem História, Filhos do Vento, Mataram o Sidónio, as adaptações de grandes autores como Aquilino Ribeiro, Eça de Queirós, Júlio Dinis, entre outros, tornaram-no uma figura incontornável da dramaturgia escrita em português.

Traduzido em várias línguas, várias vezes premiado quer em Portugal quer no estrangeiro, acabou por ser distinguido pelo Presidente da República com a condecoração de Grande Oficial da Ordem do Infante.


A NÃO PERDER!
           

Francisco Moita Flores na nossa escola


No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Livro, a Biblioteca tem o prazer de convidar toda a comunidade educativa para participar na sessão com o escritor e criminologista Moita Flores, a realizar no dia de março, pelas 10 horas, na Escola Básica Integrada de Eixo.

Ao longo do mês de março, na biblioteca, estão à venda, com 20% de desconto, algumas obras do escritor (que poderão ser autografadas).

Francisco Moita Flores tem o nome associado a uma vasta e prestigiada obra que se distribui pelo romance, televisão, cinema e teatro. 
Alguns dos seus trabalhos estão inscritos na galeria da melhor ficção nacional. Ballet Rose,Raia dos Medos, O Processo dos Távora, A Ferreirinha, A Fúria das Vinhas, Não Há Lugar Para Divorciadas, Polícias sem História, Filhos do Vento, Mataram o Sidónio, as adaptações de grandes autores como Aquilino Ribeiro, Eça de Queirós, Júlio Dinis, entre outros, tornaram-no uma figura incontornável da dramaturgia escrita em português. 
Traduzido em várias línguas, várias vezes premiado quer em Portugal quer no estrangeiro, acabou por ser  distinguido pelo Presidente da República com a condecoração de Grande Oficial da Ordem do Infante.

                                                                       A NÃO PERDER!

               Não há Lugar para Divorciadas                            O Bairro da Estrela Polar

sexta-feira, 1 de março de 2013


"O Livro Extravagante"

Era um livro esquisito,
feito com rimas esquinadas
e palavras estonteadas
desenhadas nas lombadas.
Lia-se todo ao contrário,
mesmo fora do horário,
à margem do calendário,
e as rimas que guardava,
mesmo sem terem sentido,
logo ficavam no ouvido,
com um som muito vivo,
colado com adesivo.
Era um livro extravagante,
onde até um lagostim
rimava com lavagante.

Letria, José Jorge - Alicate, Bonifrate e Versos com Remate. Porto: Ed. Asa, 2002.